Avaliação de Restaurante #20 - Margot Bistrot - São Paulo

Data da Visita: 02/06/2019

Horário: Almoço

Local/Unidade: Antônio de Macedo Soares 1683

AMBIENTE - 10/10

Em termos de decoração, eis um dos restaurantes mais bonitos no qual já estive, me lembrou até um pouco o Musée d'Orsay.

O pé direito é alto, a decoração é extremamente elaborada e impecável, até a moldura dos quadros é trabalhada, tem uma árvore no meio do restaurante para complementar a decoração, os banheiros são bem decorados e as mesas e cadeiras são condizentes com o resto do ambiente.

Há, ainda, um salão para eventos no piso superior, também muito bem decorado.

Abaixo segue o maior número de fotos que já postei de um ambiente, para passar a mesma impressão que eu tive quando entrei nesse lugar.

SERVIÇO - 9/10

O serviço todo transcorreu sem problemas, foi acima da média, mas seguiu o manual.

Louças e talheres limpos, bom tempo de espera para os pratos e acerto em todos os pratos pedidos.

Tem um pequeno defeito que foi a dificuldade de chamar um garçom quando a casa lotou.

No final, quando estávamos saindo, o maître nos levou para conhecer o salão de eventos.

COMIDA - 8/10

Comecei com as coxinhas de costela de entrada, excelentes, muito crocantes por fora e bem recheadas. Bom tempero tanto da massa quanto do recheio. Veio acompanhada de um molho de pimenta que me surpreendeu um pouco pela ardência, tive que colocar um pouco menos do que o normal, mas era muito saboroso e complementou bem as coxinhas.

Também pedi a sopa de abóbora (poderiam colocar creme de abóbora no cardápio), que estava fenomenal na aparência e no sabor, exceto pela parte em que eu pegava junto o wasabi. Não entendi porque pegar uma sopa de sabor suave, de consistência aveludada na boca, e misturar com uma das comidas mais potentes que conheço. Gengibre talvez fosse uma combinação melhor, talvez um pesto por cima, um sour cream para jogar dentro da sopa como um belo borcht russo. Comi alguns cremes de abóbora na europa, no geral as opções deles foram colocar algumas sementes e brotos e deixar o creme sem contraste.

Também não acho necessários os cogumelos, mas como não atrapalham não comentarei sobre eles, ter ou não cogumelos simplesmente não afetaria minha experiência.

Eu tiraria, no entanto, o talo inteiro de salsinha e colocaria pedaços menores, pois na primeira colherada eu como a salsinha toda, que pode ser desagradável para algumas pessoas. Se é um enfeite de prato e eu não quero comer a salsinha inteira eu deixo de lado, mas na sopa é mais difícil.

Para o prato principal pedi o cupim cozido em baixa temperatura com purê de cará e farofa de couve.

O cupim estava excelente, desmanchando, com sabor forte característico do corte. Sal, temperos e molho estavam na medida.

Quanto aos acompanhamentos, o molho parecia artificial demais, com um toque a mais de maizena, geralmente não me agradam os molhos muito claros e muito engrossados, mas o sabor não me desagradou, pendia um pouco mais para um molho madeira.

O purê de cará eu nunca gostei muito, parece uma cola na boca e não tem gosto de nada, acho que foi até uma boa escolha para acompanhar esse prato dada a potência da carne e seu molho, mas tinha quase a consistência da minha sopa de abóbora, ou seja, como o cupim estava desmanchando, o purê era líquido e a farofa de couve não é muito crocante. Quando comia tudo junto não tinha muita coisa para morder, parecia quase que uma comida pastosa.

É triste, pois provei a barriga de porco e provavelmente seria a melhor barriga de porco que teria comigo até a presente data.

No geral gostei da escolha de todas as louças, foi tudo muito bem planejado.

Para a sobremesa pedi uma fatia de cheesecake. Mediano para bom, a calda estava em excesso e muito doce, mas o resto estava bom. Estava acima da média para o Brasil, onde o melhor cheesecake que comi infelizmente importado dos EUA e vendido congelado em um mercado.

Era tão doce que eu acho que não comeria uma fatia inteira, mas para dividir foi sob medida.

De forma geral eu daria uma nota 7 para a comida, mas vou valorizar os processos, coisa que nunca fiz antes. Todos os processos executados por esse restaurante, independente das escolhas que julguei erradas, estavam impecáveis, por isso estou dando 1 ponto a mais.

CARDÁPIO - 8/10

Eu gosto muito quando o restaurante oferece petiscos para compartilhas, e no Margot há boas opções.

Quanto ao resto do cardápio, eu diria que há opções para todos os gostos, mas pode ser que algumas pessoas que frequentem o estabelecimento tem um pequeno risco de não encontrar um prato que lhes agrade 100%.

É um cardápio reduzido, bem menor que a média, e tem alguns pratos que parecem excelentes, mas que algum acompanhamento me desagrada, como a salada que acompanha a barriga de porco.

Não sei se é fixo ou se sempre haverá essa opção, mas quando fui ao Margot havia um menu especial com pratos adicionais que complementavam muito bem algumas lacunas no cardápio principal.

A nota nesse critério levou em conta o menu especial.

PREÇO - 7,5/10

Em linhas gerais achei tudo nesse restaurante caro, eu não ligo de pagar mais de R$ 80 ou 90 em um prato, mas tem que justificar esse preço. Alguns até justificam, mas para metade do cardápio achei o preço muito acima da média.

Em especial não gostei dos valores das entradas e petiscos, mas o que foi mais inesperado foi o preço das bebidas, R$ 7 por uma água é caro, mas R$ 14 por um copo de chá beira o absurdo.

Como sempre utilizei algum desconto para visitar o restaurante, nesse caso foi o Dois por Um, tínhamos dois cupons para 4 pessoas e a conta final ficou R$ 92,9 por pessoa, acima da média para a utilização de Dois por Um.

AVALIAÇÃO FINAL - 8,5

Sergio Esteve Aqui

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