SOBRE O BLOG

Para complementar o texto que escrevi ao iniciar o blog, fiz uma revisão no post nº 100, que pode ser lida aqui.

 

Sempre fui um incentivador de viagens e passeios, nem que seja para um restaurante diferente, um museu ou qualquer outra atividade que promova experiências.

Com alguma frequência me deparo com pessoas que acabam deixando de viajar ou passear na cidade onde residem por que tem medo, dúvidas, receios, preconceitos, dentre outros motivos.

Essas incertezas que pairam sobre o que é ainda desconhecido ou mistificado e que muitas vezes impedem a vivência de experiências novas e marcantes, e até mesmo a realização de um sonho de infância, são em sua imensa maioria meros devaneios infundados frutos de especulações acerca do desconhecido.

Pessoalmente, para amigos e familiares, procurei sempre colaborar para a desmistificação e despreconceitualização com intuito de fomentar vontades outrora reprimidas de vivenciar aquilo que até então só se conhece através de mídias e relatos, seja para conhecer um restaurante que pareça caro demais onde uma pessoa mais simples não será nem atendida e que supostamente seja caro em demasia ou exija peças de vestuário específicas e inexistentes no cotidiano modesto de um labutador médio; seja para fazer aquela viagem há muito tempo almejada, que foi adiada ou cancelada por ideologias errôneas de que será caro, perigoso, impossível por não se conhecer a língua local, dentre outras dezenas de desculpas que alguém em algum momento já usou para ludibriar, principalmente, a si próprio e assim sobreviver com a consciência de que um sonho foi engavetado.

Frequentemente também percebo que o mais barato e fácil, segundo os mesmos conceitos artificiais moldados para justificar as escolhas outrora (mal)feitas, muitas vezes promovem uma experiência que, além de ser apenas uma segunda ou terceira opção, acaba saindo até mais caro do que se a primeira fosse planejada com certa afetividade.

O intuito aqui é mudar o paradigma de que, se algo está longe do alcance, tentemos inconscientemente a procurar outro algo que esteja de certa forma mais acessível naquele momento, fomentando assim um certo conforto interior ao lidar com as escolhas, ainda que em muitos casos este seja apenas um artifício para tergiversar ante a sensação de desistência. Adquire-se, portanto, a mania de se esquecer que, diante de um objetivo inalcançável, há sempre duas opções: Trazer o objetivo para perto ou aproximar-se do objetivo até que esteja suficientemente perto para que possa enfim ser alcançado.

Tomando como base o conceito de que eu não preciso mudar um destino para tornar um passeio viável, mas sim mudar a forma como eu abordo esse destino para encontrar um ângulo que torne-o acessível, eu tenho ajudado pessoas a viajarem e passearem mais, usando um pouco de experiência que adquiri em viagens e passeios nacionais e internacionais ao longo dos últimos 13 anos.

Decidi, enfim, por meio desse blog, expandir os horizontes da minha filosofia, e quem sabe ajudar alguém em algum lugar a vivenciar novas experiências e até mesmo realizar um sonho há muito engavetado.

Não tenho a intenção de fazer um blog essencialmente de promoções nem de roteiros de viagem, ainda que em determinados momentos possa postar alguma coisa relacionada, mas o que será mais frequentemente encontrado nesse espaço são dicas e impressões pessoais relacionadas a viagens e passeios, além de reviews de qualquer experiência pessoal que seja interessante e quiçá útil compartilhar, como por exemplo restaurantes, museus e afins.

A ideia é fazer um espaço colaborativo, onde qualquer pessoa pode tanto perguntar quanto responder e também enviar sugestões, relatos e dicas fundadas em suas próprias experiências pessoais.